O cenário para gestores de frotas nos próximos anos deve exigir mais capacidade analítica, mais leitura da operação e mais preparo para responder a mudanças que afetam custo, segurança, produtividade e tomada de decisão.
Esse movimento ficou claro no Barômetro de Frota e Mobilidade 2025, do Arval Mobility Observatory, que ouviu 8.061 profissionais em 28 países, sendo 300 no Brasil. No recorte brasileiro, três desafios aparecem com mais força para os próximos anos: promoção da direção responsável, eletrificação da frota e estancar o ralo de dinheiro do TCO.
Você vai levar daqui:
Direção responsável, transição para elétricos e controle de TCO ditam o ritmo do mercado para o próximo ano.
O gestor de frota precisará operar com mais visibilidade, mais inteligência e menos espaço para decisões reativas.
Como usar dados de telemetria e videotelemetria para apoiar e educar o condutor, em vez de focar apenas no pós-acidente.
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Por que esse cenário exige mais dos gestores de frotas
Promover direção responsável com consistência
Controlar o aumento do TCO com mais inteligência operacional
Avançar na eletrificação com os pés no chão
Transformar conectividade em decisão
O que esses desafios têm em comum

Por que esse cenário exige mais dos gestores de frotas
Os dados não mentem: 86% das empresas por aqui vão manter ou expandir suas frotas até 2029. O carro continua sendo o motor de muito negócio.
Só que colocar mais veículos na rua sem inteligência é pedir para a conta não fechar. Quando a operação ganha escala, o fantasma da imprevisibilidade cresce junto.
Além disso, a pesquisa aponta um cenário em que diferentes frentes se cruzam ao mesmo tempo: a necessidade de melhorar o comportamento ao volante, o avanço da eletrificação, a busca por controle de custos e a dificuldade de transformar conectividade em decisões práticas.
O ponto é: o desafio não será apenas ter mais tecnologia na frota, mas conseguir usar essa tecnologia para enxergar melhor a operação.

Promover direção responsável com consistência
Entre os principais desafios dos gestores de frotas apontados no Brasil, o mais citado foi a promoção da direção responsável, mencionada por 52% das empresas.
Esse dado é importante porque mostra uma mudança clara de prioridade. Segurança não é mais um tema periférico na gestão de frotas. Ela está no centro da operação.
A direção responsável envolve muito mais do que corrigir excesso de velocidade ou reagir a uma infração. Ela passa por criar contexto para orientar, reduzir comportamentos de risco, apoiar o condutor e transformar ocorrências em aprendizado para a operação.
É justamente aqui que muitas empresas enfrentam dificuldade. Nem sempre o problema é a falta de dados. Muitas vezes, o problema é a falta de leitura. Há organizações que já possuem veículos conectados, recebem alertas, acessam relatórios, mas ainda encontram dificuldade para traduzir isso em ação consistente no dia a dia.
Ricardo Imperatriz, CEO da Golflleet, responsável pelo sistema de gestão de mais 65 mil veículos, com mais de 1600 empresas atendidas, bate nessa tecla ao lembrar que: “A conscientização dos colaboradores para a direção responsável” está entre os principais desafios dos gestores brasileiros até 2027.
Quando o problema não é a falta de dados, mas a falta de contexto
Para enfrentar esse desafio, a tecnologia precisa entrar como apoio à gestão, e não como excesso de informação. Com telemetria e videotelemetria, por exemplo, o gestor ganha mais contexto para entenderpadrões de condução, analisar eventos,priorizar ações e conduzir uma atuação mais preventiva.
Um bom exemplo disso é o módulo Velocidade por Via, que ajuda a enxergar excessos de velocidade que muitas vezes passam despercebidos em uma leitura mais genérica da operação.
No contexto da gestão de frotas, a diferença é grande. Se a política de frotas define velocidade máxima de 80 km/h e o condutor trafega a 60 km/h em uma via cujo limite real é 40 km/h, essa imprudência pode não aparecer como desvio relevante em uma análise baseada apenas na regra interna da empresa.
Sem esse nível de leitura, o gestor muitas vezes só descobre o problema quando já existe uma multa, uma infração mais grave ou até um sinistro.
Com o Velocidade por Via, a análise muda de patamar. Em vez de considerar apenas um limite geral da política de frotas, a gestão passa a avaliar a velocidade permitida em cada trecho, com base na regulamentação oficial da via.
Isso permite identificar comportamentos de risco com mais precisão, corrigir desvios antes que virem ocorrência e conduzir um trabalho mais consistente de conscientização.
O que isso muda na prática para a gestão de frotas
Esse ponto é relevante porque reforça uma visão mais madura de segurança operacional. Não se trata apenas de punir quem ultrapassou um número fixo, mas de entender o contexto da condução e agir com base em risco real. É esse tipo de leitura que ajuda a preservar vidas, reduzir a exposição da empresa e fortalecer uma cultura de direção responsável.
Esse raciocínio aparece também no case da Atlas Copco. No conteúdo, a operação mostra como a telemetria e o módulo Velocidade por Via ajudaram a reduzir a sinistralidade de 17% para 4%, além de dar mais precisão para a análise de riscos e para a tomada de decisão na rotina da frota.
O case reforça um ponto importante: quando a tecnologia traduz o dado em contexto, a gestão consegue atuar antes do acidente e não apenas depois dele.
Leia mais: Case de sucesso Atlas Copco: como a telemetria reduziu a sinistralidade de 17% para 4%

Controlar o aumento do TCO com mais inteligência operacional
O segundo grande alerta da pesquisa está no custo. 43% das empresas brasileiras apontam a mitigação do aumento do custo total de propriedade (TCO) como um dos principais desafios dos gestores de frotas para os próximos anos.
E faz sentido. O custo da frota não está concentrado em um único ponto. Ele se espalha por combustível, manutenção, pneus, uso indevido, ociosidade, improdutividade, desgaste prematuro, sinistros e decisões tomadas tarde demais.
Portanto, controlar o TCO exige sair da visão fragmentada da operação. Não basta olhar apenas para abastecimento ou manutenção isoladamente. É preciso entender como o comportamento da frota afeta o custo total.
Esse é um dos pontos mais relevantes para os próximos anos:empresas que conseguirem cruzar dados operacionais com mais clareza tendem a tomar decisões melhores. Distância percorrida, tempo ocioso, uso fora do horário, desvios de padrão e histórico de utilização deixam de ser apenas indicadores e passam a serinsumos para reduzir desperdícios.
“A tecnologia, quando bem utilizada e juntamente com uma atuação eficaz do gestor, pode ser uma solução para a conscientização dos condutores e para o controle de custos.”
— Ricardo Imperatriz – CEO Golfleet
Na Golfleet, essa lógica passa por entregar informações que façam sentido para o gestor de frotas. Não se trata apenas de acompanhar onde o veículo esteve, mas de entender como ele está sendo usado, onde há perdas, quais comportamentos impactam no resultado e como agir com mais previsibilidade.
Leia mais: Gestão de frotas híbridas: o guia estratégico para eficiência e redução de TCO

Avançar na eletrificação com os pés no chão
A eletrificação da frota apareceu como desafio para 44% das empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que esse movimento ainda avança de forma gradual.
Hoje, 13% das empresas no Brasil já implementaram pelo menos um modelo eletrificado em veículos de passeio. Para os próximos três anos, 40% consideram adotar alguma tecnologia eletrificada. O interesse existe, mas a adoção ainda enfrenta barreiras concretas.
A principal delas é a infraestrutura. 67% das empresas apontam a falta de estrutura de recarga como o principal obstáculo para o uso de veículos 100% elétricos. Ainda assim, 81% afirmam já contar com uma estratégia de recarga ou planejam desenvolvê-la em breve.
Isso mostra que a transição energética não deve ser tratada como tendência abstrata. Ela já entrou na agenda das empresas, mas exige planejamento, análise de contexto e maturidade para tomar decisões viáveis.
“Já em relação aos veículos movidos a tecnologia alternativa, é importante mapear as mudanças, adotar novas soluções e inovações, sempre buscando conhecimentos e estando aberto ao novo.”
— Ricardo Imperatriz – CEO Golfleet
Essa leitura é especialmente relevante porque evita um erro comum: tratar a eletrificação como uma decisão puramente reputacional ou de mercado. Na prática, a mudança da matriz energética exige entender perfil de uso, necessidades da operação, infraestrutura disponível e impacto real sobre custo e eficiência.

Transformar conectividade em decisão
Outro dado valioso do estudo está na lacuna entre ter veículos conectados e, de fato, usar os dados que eles geram.
Segundo o Barômetro, 49% das empresas brasileiras já adotam veículos conectados. No entanto, apenas 25% usam os dados de telemetria atualmente, embora 47% tenham interesse em utilizá-los nos próximos anos.
Esse talvez seja um dos pontos mais estratégicos da gestão de frotas daqui para frente.
Porque o problema não está mais apenas em coletar informação. O desafio está em transformar conectividade em leitura de operação, prioridade de ação e melhoria contínua.
É aqui que a tecnologia passa a ter um papel realmente decisivo. Quando bem aplicada, ela ajuda a organizar indicadores, identificar padrões, apoiar decisões mais rápidas e reduzir a distância entre o que acontece no campo e o que chega à gestão.
Olhando para os números do país, as principais razões para adoção dos dados telemáticos no Brasil são melhorar a eficiência operacional (37%) e aumentar a segurança ou saber a localização dos veículos (36%).
Isso reforça uma visão que a Golfleet sustenta: o valor da tecnologia não está no dado por si só, mas na sua capacidade de apoiar escolhas melhores.

O que esses desafios têm em comum
Embora apareçam em frentes diferentes, os principais desafios dos gestores de frotas nos próximos anos têm um elo claro: todos exigem mais visibilidade e mais capacidade de adaptação.
Foi exatamente esse o ponto destacado por Ricardo ao afirmar que “o futuro da gestão de frota no Brasil reserva boas surpresas, mas exige proatividade e a capacidade de adaptação às novidades.”
Essa é uma síntese importante para o momento do setor. A frota continua crescendo, a conectividade avança e atecnologia se torna cada vez mais presente. Mas os ganhos reais só aparecem quando esses recursos se transformam emgestão mais inteligente.
Para quem lidera a operação, isso significa atuar com mais contexto, integrar segurança e eficiência, reduzir decisões reativas e desenvolver uma visão mais estratégica sobre custo, comportamento e evolução da frota.
No fim, os próximos anos devem cobrar menos improviso e mais capacidade de leitura. E empresas que conseguirem transformar dados em decisão terão mais condições de operar com controle, eficiência e segurança.
Como a Golfleet defende, a tecnologia não deve servir apenas para ver veículos se mexendo no mapa, mas para ajudar a gestão a decidir melhor.
Quer entender como transformar dados da frota em decisões mais seguras, eficientes e estratégicas? Conheça as soluções da Golfleet e veja como sua operação pode ganhar mais visibilidade, controle e inteligência.
Perguntas frequentes sobre os maiores desafios dos gestores de frotas no futuro
Quais serão os maiores desafios dos gestores de frotas nos próximos anos?
Os principais desafios dos gestores de frotas devem passar por quatro frentes: promover direção responsável com consistência, controlar o aumento do custo total de propriedade (TCO), avançar na eletrificação da frota com viabilidade operacional e transformar dados de conectividade em decisões mais práticas para a gestão.
Por que a direção responsável se tornou prioridade na gestão de frotas?
Porque segurança deixou de ser um tema secundário e passou a impactar diretamente custo, produtividade, exposição ao risco e continuidade da operação. Mais do que reagir a infrações, o desafio está em orientar comportamentos, reduzir recorrência de eventos e criar uma cultura de condução mais segura.
Por que a eletrificação da frota ainda é um desafio?
Porque o interesse cresceu, mas a adoção ainda depende de fatores estruturais e operacionais. Infraestrutura de recarga, perfil de uso dos veículos, planejamento da operação, custo de aquisição e maturidade da empresa para essa mudança ainda pesam na decisão.
Qual a importância da telemetria para os gestores de frotas?
A telemetria ajuda a transformar a operação em dados confiáveis para análise. Com ela, o gestor consegue entender padrões de uso, identificar desvios, acompanhar indicadores mais relevantes e tomar decisões com mais agilidade, previsibilidade e segurança.
Como a Golfleet ajuda empresas a enfrentar esses desafios dos gestores de frotas?
A Golfleet apoia empresas que precisam de mais controle, inteligência e segurança na gestão da frota. Com soluções em telemetria, videotelemetria e análise de dados, a empresa ajuda gestores a transformar informações da operação em decisões mais eficientes, previsíveis e estratégicas.

