A maior parte do desperdício de combustível em frotas leves não está no preço do litro, está nos hábitos de direção.
Aceleração agressiva, frenagem brusca e marcha lenta podem elevar o consumo em até 30%.
A telemetria para frotas mede tudo isso. E quando você transforma dados em ações consistentes, a economia de combustível aparece.
Você vai levar daqui:
- Os 5 hábitos de direção que mais custam caro (e como telemetria mede cada um deles)
- Como criar um score de eficiência de combustível para acompanhar evolução individual de cada condutor
- Por que reconhecimento por melhora funciona melhor que punição e como estruturar isso na prática
Navegue pelo conteúdo
Por que hábitos de direção pesam mais que o preço de combustível
Os 5 hábitos que mais aumentam consumo e como medir cada um
Juntando tudo: como criar um score de eficiência
Reconhecimento que engaja
Economia de combustível vem de consistência, não de bronca

Por que hábitos de direção pesam mais que o preço de combustível
Gestor de frotas, quantas vezes você olhou para o preço do combustível e pensou: “não tem o que fazer, só aumentar a cobrança”?
Pois é. O preço você não controla. Mas a forma como sua frota consome, você pode controlar.
A diferença de consumo entre umcondutor econômico e um condutor agressivo pode chegar a 30% no mesmo veículo, na mesma rota.
Não é o carro. Não é a rota. É o jeito de dirigir.
Aceleração agressiva desperdiça energia. Frenagem brusca joga fora a inércia. Marcha lenta queima combustível parado. Velocidade inadequada aumenta resistência do ar.
E qual a boa notícia que temos para sua gestão? A telemetria mede tudo isso. Cada acelerada, cada freada, cada minuto de ociosidade.
Você não precisa adivinhar quem está gastando mais. Você sabe. E quando sabe, consegue agir com dados, não com achismo.

Os 5 hábitos que mais aumentam consumo e como medir cada um
Estes são os comportamentos que mais inflam o consumo de combustível em frotas leves e como você identifica e corrige cada um deles.
Aceleração agressiva
Sabe aquele condutor que pisa fundo no acelerador para arrancar rápido? Pois é. Ele está queimando muito mais combustível do que precisa.
Quando você acelera de forma agressiva, o motor trabalha em alta demanda, consumindo muito mais combustível em menos tempo. É energia sendo desperdiçada, literalmente jogada fora.
Como a telemetria mede isso:
O acelerômetro do equipamento registra cada aceleração brusca. No dashboard, você vê quantas vezes aquilo aconteceu no dia e pode parametrizar por quilômetro rodado (eventos a cada 100km, por exemplo). Assim você compara de forma justa condutores que rodam distâncias diferentes.
O que observar:
Mais de 5 acelerações bruscas a cada 100km já é sinal de alerta. Significa que o condutor está com hábito que prejudica a economia de combustível.
Como corrigir:
Conversa individual com dados na mão; treinamento rápido sobre técnica de aceleração progressiva. Meta clara: reduzir para menos de 3 eventos/100km em 30 dias. E reconhecimento quando atingir.
Frenagem brusca: jogando energia (e dinheiro) pela janela
Aqui está o problema: você gastou combustível para ganhar velocidade. Aí o condutor freia bruscamente e joga toda aquela energia fora. Depois precisa gastar combustível de novo para acelerar. É um ciclo de desperdício.
Como a telemetria mede:
O mesmo acelerômetro que pega aceleração também registra desaceleração. Dashboard mostra quantas frenagens bruscas aconteceram, a intensidade de cada uma e se existe um padrão (sempre no mesmo lugar? Mesmo horário?).
O que observar:
Frenagens frequentes no mesmo trecho podem indicar que o condutor está chegando rápido demais naquele ponto e sempre precisa frear com tudo. É comportamento, não imprevisto.
Como corrigir:
Aqui entra a videotelemetria. Você valida o contexto: foi realmente imprudência ou foi uma situação inevitável (criança atravessando, carro da frente que parou de repente)? Com o vídeo, você tem a conversa certa com o condutor.
Meta: menos de 4 frenagens bruscas/100km. Treinamento focado em antecipação do trânsito.
Velocidade inadequada: quanto mais rápido, mais caro
Velocidade e consumo têm uma relação exponencial. Ou seja: quanto mais rápido você vai, muito mais combustível você gasta.
Rodar a 120km/h consome significativamente mais que rodar a 90km/h, mesmo que ambos estejam dentro do limite legal. A resistência do ar aumenta de forma brutal conforme a velocidade sobe.
Como a telemetria mede:
O GPS registra a velocidade média e máxima em cada trecho. O módulo Velocidade por Via mostra se o condutor está rodando acima da velocidade economicamente ideal para o tipo de veículo (geralmente entre 80 e 90km/h).
O que observar:
Condutor que mantém velocidade consistentemente acima de 100km/h em rodovias está queimando combustível sem necessidade. E provavelmente nem está chegando muito mais rápido por causa de semáforos, trânsito e paradas obrigatórias.
Como corrigir:
Política de frotas clara: definir velocidade econômica (exemplo: máximo 95km/h em rodovias). Treinamento mostrando a curva de consumo x velocidade (é visual, impacta mais). E videotelemetria dando feedback sobre o comportamento real.
Marcha lenta excessiva: queimando litros sem sair do lugar
Veículo parado com motor ligado consome de 1 a 2 litros por hora. Sem gerar deslocamento. Sem produzir resultado. É desperdício puro.
Como a telemetria mede:
O indicador tempo de motor parado com ignição ligada mostra exatamente quanto tempo o veículo ficou parado com o motor ligado. O Dashboard separa por veículo, por condutor, ou por dia.
O que observar:
Mais de 1 hora por dia de ociosidade sem justificativa operacional (ar-condicionado necessário, fila obrigatória, segurança) é sinal vermelho para economia de combustível.
Como corrigir:
Regra clara e simples: paradas maiores que 3 minutos = desligar motor (exceto exceções mapeadas). Treinamento desmistificando o mito de que religar gasta mais (religar consome o equivalente a 10 segundos de marcha lenta, só isso).
Meta: reduzir a ociosidade em 20% nos primeiros 30 dias.
Rodagem fora do horário comercial: o desperdício invisível
Uso do veículo fora do período operacional geralmente significa contexto não otimizado: trânsito pesado, rotas não planejadas, às vezes até uso pessoal sem autorização.
Como a telemetria mede:
O módulo de rodagem separa automaticamente: atividade dentro do horário de operação vs fora do horário de operação. Você vê a porcentagem de cada um.
O que observar:
Alta rodagem fora do horário sem justificativa operacional clara (plantões, emergências documentadas) indica problema.
Como corrigir:
Política de frotas definindo claramente quando o veículo pode ser usado. Alertas automáticos quando ignição é ligada fora do horário. Conversa individual. Transparência com dados, não acusação sem contexto.
Caso necessário, a funcionalidade bloqueio agendado é a ferramenta ideal para evitar quaisquer preocupações.
Juntando tudo: como criar um score de eficiência
Cinco indicadores diferentes podem confundir. O que ajuda mesmo é ter uma forma simples de acompanhar se o condutor está melhorando ou piorando. Não precisa de fórmula complicada. Precisa de clareza.
A ideia é simples: você acompanha os 3 principais comportamentos que impactam no consumo:
- Quantidade de eventos de risco (acelerações + frenagens bruscas) por 100km rodados
- Tempo de marcha lenta por dia
- Velocidade média nas rodovias
E classifica cada condutor em níveis:
- Econômico: poucos eventos, pouca ociosidade, velocidade controlada
- Atenção: alguns comportamentos precisam melhorar
- Crítico: vários comportamentos impactando consumo
O que você faz com isso?
- Feedback individual mensal
- Reconhecimento por evolução: quem saiu de crítico para atenção merece tanto reconhecimento quanto quem já está econômico
- Meta progressiva: aumentar a % de condutores no nível econômico a cada trimestre
- Gamificação: condutores econômicos por 3 meses consecutivos entram em programa de reconhecimento
A Telemetria para frotas entrega isso pronto no Relatório de Perfil de Dirigibilidade, disponível no app Golfleet Driver. Você não precisa ficar fazendo conta. Só precisa usar os dados para conversar com a equipe.
O importante não é a matemática por trás. É ter uma régua clara que todo mundo entende, e que mostra quando alguém está evoluindo.

Reconhecimento que engaja
Um ranking dos piores condutores não funciona. Bronca pública não funciona. Punição sem contexto não funciona. O que funciona é reconhecer evolução individual. Não é sobre quem já é o melhor. É sobre quem está melhorando.
Como estruturar reconhecimento:
Critério 1: evolução individual (quem mais reduziu o próprio score)
Critério 2: consistência (quem mantém padrão bom por 3 meses seguidos)
Critério 3: zero eventos críticos no trimestre
Formas de reconhecer:
Certificado de boa condução. Destaque em reunião de equipe. Pontuação acumulada para prêmios maiores.
A cultura que você cria com isso: condutor vira aliado da gestão de frotas, não alvo de fiscalização.
Leia mais: Premiação para motoristas: por que reconhecer e valorizar a equipe faz diferença

Economia de combustível vem de consistência, não de bronca
A real é essa: economia de combustível na frota não acontece com uma bronca bem dada ou uma campanha pontual de conscientização.
Acontece quando você mede com telemetria, mostra os dados para o condutor de forma clara, estabelece metas progressivas (não agressivas), trabalha 1 indicador por semana e reconhece quem evolui.
Os 5 hábitos que mais aumentam consumo em frotas leves: aceleração agressiva, frenagem brusca, velocidade inadequada, marcha lenta e rodagem fora do horário, são todos mensuráveis. Todos corrigíveis. Todos transformáveis em cultura de eficiência de combustível.
Videotelemetria valida contexto. Telemetria para frotas entrega dados. Reconhecimento gera engajamento. E consistência transforma tudo isso em economia real.
Condutor vira aliado. Economia vira rotina. E sua margem agradece.
Antes de ir embora, fique com as respostas para as principais perguntas sobre economia de combustível na frota.
Qual hábito de direção mais aumenta o consumo de combustível na frota?
Aceleração agressiva e velocidade inadequada são os maiores vilões da economia de combustível. A diferença entre condução econômica e agressiva pode elevar o consumo em até 30% no mesmo veículo e rota.
Como sustentar a economia de combustível na frota no longo prazo?
Rotina de melhoria contínua (1 indicador/semana), revisão trimestral de metas, reconhecimento consistente de evolução e cultura de dados através de telemetria para frotas. Economia vem de consistência, não de campanhas pontuais.
Videotelemetria realmente ajuda na economia de combustível?
Sim. Videotelemetria valida contexto: aquela frenagem foi imprudência ou situação inevitável? Permite feedback visual mais eficaz, protege condutor de acusações injustas e acelera mudança de comportamento em frotas leves.
O que mais impacta consumo em frota urbana?
Em gestão de frotas urbanas, marcha lenta excessiva e frenagens bruscas são os maiores desperdiçadores. Trânsito stop-and-go potencializa esses comportamentos, elevando o consumo significativamente.

