25 fevereiro, 2026por marcos
Tempo de leitura: 7 minutos

Marcha lenta custa caro: como medir e cortar na gestão de frotas

Aprenda a medir marcha lenta e tempo ocioso por veículo, motorista e rota. Veja um método prático para cortar desperdício com telemetria..

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

Sabe aquele veículo parado com o motor ligado? Pois é: ele está consumindo combustível, gerando emissões e comendo vida útil do conjunto, sem entregar quilômetro, visita, entrega ou produtividade.

A marcha lenta é um dos vilões mais silenciosos da gestão de frotas justamente por isso: na rotina, parece normal. Até você medir.

Neste conteúdo, a ideia é montar um caminho prático e aplicável: definir o que conta como marcha lenta, medir do jeito certo (por veículo, motorista e rota/região), criar metas realistas e implementar regras simples com exceções permitidas, sem cultura punitiva.

Você vai levar daqui:

  • Marcha lenta consome mais do que parece: estimativas de mercado indicam que veículos leves podem gastar em torno de 1 a 2 L/h parados com o motor ligado; em pesados, algo como 3 a 5 L/h.
  • Não é só combustível: tempo de motor rodando parado tende a aumentar desgaste e antecipar manutenção (óleo, filtros e componentes trabalhando sem necessidade).
  • O principal: quando você mede e recorta bem (por veículo, motorista e rota/região), cortar marcha lenta vira gestão, não bronca.

Navegue pelo conteúdo

O que é marcha lenta e por que ela corrói custos operacionais
Quando faz sentido deixar o motor ligado e quando vira desperdício
Como medir tempo ocioso na prática
3 etapas para reduzir o uso de marcha lenta na frota
Causas típicas de marcha lenta alta
Como transformar redução de marcha lenta em ROI

O que é marcha lenta e por que ela corrói custos operacionais

Marcha lenta é simples: veículo parado, motor ligado, combustível sendo consumido. Sem deslocamento. Sem produzir resultado.

E o problema não é acontecer, porque acontece. O problema é quando vira padrão invisível, repetido, sem diretriz e sem limite. Aí o desperdício entra no custo como se fosse inevitável.

Você já viu isso em frotas leves no dia a dia:

  • O motorista estaciona, liga o ar e fica no celular
  • A operação sempre chega cedo no cliente e espera com o motor ligado
  • A rota cria fila em determinados horários
  • A equipe acostumou a deixar ligado por hábito

A boa notícia é que, com telemetria, marcha lenta deixa de ser um problema invisível. Você mede quanto tempo cada veículo fica parado com motor ligado, entende onde está concentrado o desperdício e age com dados reais, não com achismo.

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

Quando faz sentido deixar o motor ligado e quando vira desperdício

Nem toda marcha lenta é erro. Se você tentar eliminar tudo no grito, vai ganhar resistência, e provavelmente vai gerar insegurança operacional.

A abordagem mais madura é: regras claras + exceções permitidas.

Quando marcha lenta é justificável:

  • Segurança em áreas críticas: local de risco onde desligar o motor pode atrasar uma saída rápida.
  • Filas inevitáveis: pedágios, portaria, fila obrigatória em carga/descarga.
  • Sistemas auxiliares: em alguns casos, equipamentos dependem do motor (varia muito pela operação).
  • Climatização com bom senso: em condições extremas, pode ser necessário por conforto/segurança do condutor — mas com diretriz e limite.
  • Alguns veículos possuem equipamentos que dependem do motor ligado (refrigeração de carga, bombas hidráulicas, sistemas eletrônicos críticos).

Quando a marcha lenta não se justifica (e vira hábito caro)

  • Parada longa por costume (almoço/pausa) com motor ligado.
  • Espera em cliente sem necessidade real (ou com janela de atendimento mal ajustada).
  • Motor ligado só por distração (celular, conversa).
  • Aquecer motor sem diretriz como regra padrão para todo mundo.
  • Falta de instrução clara sobre quando desligar e quais exceções são aceitáveis.

A diferença entre economia e desperdício geralmente não está no evento isolado, está na ausência de política

Quando a política de frotas não fala nada sobre marcha lenta, cada condutor cria sua própria regra. E aí o desperdício vira cultura.

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

Como medir tempo ocioso na prática

Você não consegue reduzir o que não mede e, na marcha lenta, isso é ainda mais verdadeiro.

O ideal é medir marcha lenta com recortes que te dão poder de decisão na gestão de frotas:

O que acompanhar:

  • Tempo ocioso total (quanto da operação acontece com motor ligado sem produzir).
  • Tempo ocioso por parada (eventos longos indicam gargalo; eventos curtos e repetidos indicam hábito).
  • Tempo ocioso por veículo (onde está concentrado o custo).
  • Tempo ocioso por motorista (onde é comportamento ou falta de diretriz).
  • Tempo ocioso por rota / região (onde a operação trava: cliente, portaria, janela, trânsito recorrente).

E aqui entra um indicador muito útil do Golfleet para esse tema: tempo de motor parado com ignição ligada

Ele ajuda a identificar com clareza o cenário clássico de parado com motor ligado (inclusive para situações como ar-condicionado), sem depender de interpretação.

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

3 etapas para reduzir o uso de marcha lenta na frota

Meta agressiva demais vira carta morta. Meta vaga vira boa intenção. O caminho que funciona, e que sustenta o resultado, é a progressão baseada em dados reais.

Comece entendendo o cenário 

Antes de pedir mudança, você precisa enxergar a marcha lenta como ela é na sua operação: onde acontece, com quem acontece e em que contexto.

O objetivo aqui é trocar o “eu acho” por “eu sei”.

Em vez de acho que estamos desperdiçando, você passa a dizer:

  • O tempo ocioso por veículo está concentrado em X veículos
  • O tempo ocioso por motorista está concentrado em Y condutores
  • O tempo ocioso por rota/região explode em tal trecho/cliente/horário

E um detalhe importante: nessa fase, não transforme isso em campanha. Foque em mapear o padrão com calma, porque isso evita decisões injustas (e acelera a solução certa).

Defina metas progressivas 

Com a fotografia na mão, você cria metas que o time enxerga como possíveis e que você consegue sustentar.

Em vez de um corte gigantesco, pense em degraus:

  • Primeiro, reduzir o óbvio (marcha lenta desnecessária e repetida);
  • Depois, consolidar o hábito com regras claras;
  • Só então, avançar para um patamar mais ambicioso.

E aqui vai a regra de ouro do gestor: se o primeiro degrau não firmou, não adianta forçar o próximo. Pare e investigue. Quando a redução não vem, geralmente o motivo está em um destes pontos:

  • Diretriz fraca (quando pode / quando não pode)
  • Exceções mal combinadas (segurança, fila, climatização, operação)
  • Falta de treinamento simples (o porquê e o como)
  • Gargalo operacional (espera em cliente, roteiro que cria fila, janela mal definida)

Sustente com ação e monitoramento, sem cultura punitiva

Aqui você separa campanha de gestão. O que costuma funcionar bem:

  • Treinamento curto e direto: por que marcha lenta custa caro e como agir no dia a dia.
  • Regras simples e memoráveis: com bom senso e exceções acordadas.
  • Exceções mapeadas com a equipe: segurança e operação em primeiro lugar.
  • Reconhecimento de evolução: melhora conta mais do que pior ranking.
  • Revisão periódica: a meta ainda faz sentido? a operação mudou? surgiu um novo gargalo?

No fim, o método é isso: você mede para enxergar, reduz em degraus para manter adesão e sustenta com rotina para não voltar ao padrão antigo.

É assim que reduzir marcha lenta na frota deixa de ser projeto e vira cultura, com impacto direto no consumo de combustível na frota.

Leia mais: Como o módulo de Rodagem do Golfleet transforma a produtividade e eficiência da sua gestão de frotas

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

Causas típicas de marcha lenta alta

Antes de ir para ação em motorista, faça a pergunta certa: isso é processo ou hábito?

Causas bem comuns:

  • Espera em cliente (portaria, doca, liberação, janela mal definida)
  • Roteiro mal planejado (chega cedo demais, gera fila, cria parada longa)
  • Hábito (motor ligado por padrão, pausa com ar ligado sem limite)
  • Falta de diretriz (ninguém sabe quando pode e quando não pode)
  • Operação pulverizada (várias paradas pequenas que somam muito no dia)

Essa etapa economiza tempo de gestão. Porque reduzir marcha lenta não é só mandar desligar o motor. É tirar a operação do automático.

O dashboard do gestor: top 10 que faz diferença

Se você quer resultado rápido, não tente atacar a frota inteira ao mesmo tempo:

  • Top 10 veículos com maior tempo ocioso por veículo
  • Top 10 motoristas com maior tempo ocioso por motorista
  • Top 10 rotas/regiões com maior tempo ocioso por rota / região

Isso te dá uma agenda objetiva: com quem conversar, onde ajustar rota/janela, qual cliente precisa de acordo operacional, e quais casos são exceção aceitável.

Marcha lenta na frota: como reduzir tempo ocioso

Como transformar redução de marcha lenta em ROI 

Para apresentar internamente, você não precisa complicar. Marcha lenta vira ROI em três camadas:

  1. Combustível (direto): menos tempo parado = menos litros por hora indo embora.
  2. Manutenção (indireto): menos horas desnecessárias de motor = menos desgaste sem entrega.
  3. Emissões (ESG): motor ligado parado emite sem gerar deslocamento.

Uma forma simples de contar essa história para a diretoria:

  • Reduzimos X% de marcha lenta
  • Estimativa de combustível evitado 
  • Ganho adicional: menos horas de motor + mais eficiência + menor emissão

Marcha lenta é aquele custo que parece pequeno… até você medir. E quando você mede por veículo, motorista e rota/região, fica claro onde está o desperdício e onde está o gargalo operacional.

O melhor:dá para cortar sem caçar culpado. Com telemetria, com diretriz simples e com exceções bem combinadas, você transforma marcha lenta em indicadores de gestão, e coloca dinheiro de volta no caixa via consumo de combustível na frota.

Quer enxergar isso na sua operação? 

A Golfleet ajuda a medir marcha lenta com o indicador de motor parado com ignição ligada e transformar esse dado em ação, conectando gestão de comportamento e eficiência de combustível.

Antes de ir embora, fique com algumas respostas para as principais perguntas sobre o consumo da marcha lenta na frota.

Marcha lenta aumenta consumo quanto?

O consumo em marcha lenta costuma ser medido em litros por hora e varia por tipo de veículo e condição. Estimativas comuns indicam leves em torno de 1 a 2 L/h e pesados em torno de 3 a 5 L/h.

Como cortar marcha lenta sem prejudicar conforto e segurança?

Com regras claras + exceções permitidas (fila inevitável, local de risco, necessidade operacional/clima) e foco em eliminar o padrão desnecessário e repetido.

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marcos

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